Precisamos elaborar redes sociais que levem a mudanças reais

Wael Ghonim, preso durante os prostestos da primavera egípcia de 2011, trata nesta palestra TED sobre a importância que as redes sociais tiveram na liberação de seu país das mãos do então ditador Mubarak. Mas infelizmente, como sabemos, os atos que se sucederam não foram os idealizados pela multidão que foi às ruas durante aquela madrugada escura na qual Ghonim foi sequestrado pela polícia egípcia. A polarização de discursos de ódio, trolls, opiniãos inflexíveis e irrefletidas tomaram conta da rede egípcia, a mesma que outrora unira o povo egípcio para uma das mais importantes revoluções democráticas do novo milênio.

Palavras-chaves familiares

Essas expressões parecem familiares para você?

  • Discussões polarizadas;
  • Divisão entre idealistas extremistas e pro-militares;
  • Jornais com notícias mutuamente assertivas e razas;
  • Opiniões curtas, extremadas e não ponderadas;
  • “Dê sua opinião, e nem tente voltar atrás: o histórico estará lá para apontarmos o dedo na sua cara”;
  • Necessidade de opinar urgentemente sem ter tempo para refletir apropriadamente.

Pois é, este texto foi escrito em uma época onde o extremismo político/religioso/revolucionário de esquina toma conta da internet brasileira e das ruas das capitais. O que me fez perguntar: é isso reflexo do momento em que passamos no Brasil, de crises e casos, onde o projeto de nação mal-educada atinge seu estágio de pleno desenvolvimento? Pelo que reflete Ghonim, parece que não.